Embora as empresas fintech ainda não tenham uma grande participação no mercado, cada semestre que passa elas vêm ganhando força. 

E isso se deve ao seu modelo de negócio, ou pelo menos um de seus serviços: os empréstimos sem garantia. Uma pesquisa feita pela PwC em parceria com a Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD) indica que 42% das fintechs oferecem esta modalidade.

Mas e como as empresas fintech garantem os fundos dos clientes? Foi pensando nesta dúvida que escrevemos este artigo. Aqui você vai entender um pouco mais sobre este tipo de empresa e como elas garantem os fundos dos clientes nestas situações. Confira. 

O que é uma fintech? 

Podemos definir fintech como uma empresa que cria soluções e serviços inovadores no meio financeiro, sempre alinhadas com as últimas tecnologias disponíveis no mercado. 

Preservando todas as características principais de uma startup, como ser escalável e com pouca ou nenhuma burocratização de processos internas, as fintechs são mundialmente reconhecidas como empresas que transformam o mercado que atuam de forma eficiente

Então, para ser considerada uma fintech, é necessário possuir todas as características de uma startup ao mesmo tempo que seus serviços ofereçam uma solução para o mercado financeiro de modo geral

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Tipos de fintech 

Assim como empresas tradicionais, as fintechs podem atuar de diferentes formas no mercado financeiro. Abaixo, listamos as principais áreas deste tipo de empresa. 

Investimento - buscam inovar na forma que o consumidor pode investir, como no mercado de ações por exemplo; 

Pagamentos - novos cartões de crédito e máquinas de cartão são o foco. Aqui, o importante é facilitar a vida do consumidor na hora do pagamento, seja online ou presencialmente; 

Seguros - através da tecnologia, o objetivo é encontrar o melhor seguro para as necessidades do cliente; 

Empréstimo e negociação de dívidas - empréstimos e negociações de dívidas sem a parte burocrática, com todos os processos rápidos e fáceis; 

Crowfunding - o crowfunding é o termo para o financiamento coletivo, seja para o lançamento de um novo produto ou para o fortalecimento de causas sociais; 

Blockchain e Bitcoin - blockchain é um sistema de compartilhamento de informações em rede que é a base do comércio de moedas digitais, como o bitcoin. As fintechs tem o desafio de desenvolverem soluções cada vez mais seguras e rápidas nesta área. 

Importante citar que todas as operações das empresas fintech costumam ter taxas menores que os bancos convencionais, que só são possíveis devido ao modelo enxuto destas empresas, com poucos funcionários e muita tecnologia envolvida para baratear as operações e estruturas. 

Como empresas fintech garantem os fundos dos clientes? 

Agora que você conhece as áreas de atuação e entendeu um pouco mais sobre empresas fintech, você deve estar se perguntando: como as fintechs garantem os fundos dos clientes nestas operações? 

A resposta também está no modelo de negócios deste tipo de empresa. Como este mercado está crescendo cada vez mais, os investidores começam a injetar altas quantias para que o negócio decole de vez. 

É comum que estas empresas possuam investidores determinados a tornar o serviço de uma fintech essencial para o mercado. Imagine uma fintech onde os empréstimos são com taxas de juros quase inexistentes, mas que atenda 95% da população

Mesmo com os juros reduzidos em comparação a outros negócios, esta fintech lucraria muito, por conta da cobertura de sua atuação. 

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A Regulamentação de fintechs  

Outro ponto que também garante os fundos dos clientes em uma fintech é que o Governo já garante algumas regulamentações fundamentais para a operação destas empresas. 

Somente em 2019, o Banco Central emitiu três resoluções que regulamentam e determinam regras para as fintechs. 

A Resolução 4.656 criou dois tipos específicos de empresas financeiras, com suas características e regras. As Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEP) são responsáveis por serem um elo entre tomadores de crédito e os próprios credores. Com isso, O BC determinou um limite de R$ 15 mil por CPF ou CNPJ para estas operações. 

A Resolução 4.567 autorizou as fintechs a operarem através de custódia, venda de direitos creditórios e securatização. A Resolução 4.658 determina regras e padrões para a segurança das informações onlines, a garantia dos fundos depositados em contas de fintechs se dá através da LEI Nº 12.865/2013 ART. 12º CIRCULAR Nº 3.682/2013 ART. 2º definida pelo Banco Central do Brasil. Os fundos são garantidos através de diversas leis para que as empresas que trabalhem com startups e fintechs estejam seguras e amparadas pela lei. 

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