As transformações do mercado de remittances e de pagamentos são constantes e em escala aritmética. A tendência dos últimos anos já era de uma mudança gradativa das transações efetivadas do meio físico para o ambiente digital.

Com a pandemia da Covid-19, por meio da qual o distanciamento social e os protocolos de prevenção mais rígidos passaram a fazer parte de uma nova normalidade, a transição se acelerou, mesmo em um cenário de desaceleração econômica.

Estimativa aponta que há previsão de queda de 15% no total das transações realizadas durante o ano de 2020 no Brasil. Contudo, de acordo com esta matéria do Diário do Nordeste, o BACEN divulgou um índice de crescimento em remittances para o Brasil de 14,7% nos quatro primeiros meses do ano, o maior valor desde 2010.

Se a economia oscila o mercado de remessas se mostra bem ativo.

A crise econômica e o mercado de remessas para o Brasil

Infelizmente estamos diante de um cenário de estabelecimentos fechados ou com limitação de atendimento. Empresas, principalmente as de pequeno porte, passam por sérias dificuldades financeiras e, consecutivamente, o aumento do desemprego.

No âmbito global, o Brasil já viu a desvalorização do Real aumentar consideravelmente.

Com essa perspectiva, aliada a uma supervalorização da moeda estrangeira, é fácil supor que há crescimento de transferências em dólar para o Brasil.

De acordo com o Banco Central, segundo a mesma matéria já citada, essas transferências de valores entre pessoas físicas cresceram 16,6% no último ano.

Quais as mudanças vistas no mercado de remittances?

Com as facilidades que novas tecnologias proporcionam e com um cenário globalizado, no qual há um número maior de pessoas trabalhando e empreendendo em outros países, o mercado de remittances alterna entre envios e recebimentos entre países, caminhando sentido à moeda mais desvalorizada. Desta forma, mesmo que haja um cenário econômico ruim em um dos países envolvidos na transação, o processo é estimulado

O serviço, entretanto, não depende de uma crise econômica para apresentar crescimento. Uma vez que a prestação de serviços além das fronteiras cresce (um grande exemplo é o YouTube, cuja forma de monetização não depende da moeda ou país onde o profissional reside).

Considerando o Brasil, as condições no mercado favorecem a entrada de valores em detrimento da saída. Deixando claro que o remittances não consiste na entrada da moeda no país, mas sim no pagamento em moeda estrangeira que é convertida e posteriormente transferida para o recebedor na moeda local.

Como é possível enxergar oportunidades em meio à crise?

A crise tem criado alternativas para quem pretende investir no Brasil. Com uma cotação do dólar que já ultrapassou os R$5,00 torna-se muito barato transformar a moeda estrangeira em opções de rendimentos.

Dólar em alta aumenta poder econômico de quem possui valores em moeda estrangeira

Fica evidente que o mercado de remessas já acenava para um crescimento, devido ao trabalho remoto e oferecido além das fronteiras. Está mais claro, todavia, que a pandemia (e a crise econômica que ela gerou) aliada à desvalorização da nossa moeda incentivaram a utilização do meio de transferência.

Espera-se então, em um momento pós-pandemia e com a consequente recuperação financeira, uma normalização das remessas para o exterior, mas a continuação do crescimento no tocante às transações vinculadas à prestação de serviços.

E já que estamos falando sobre o mercado e a crise financeira, por que não aproveitar e ler mais sobre como as crises acabam se tornando um momento para refletir.

Este texto pode complementar muito bem o assunto, clique aqui e confira!

Se gostou deste conteúdo compartilhe ele no LinkedIn com os seus contatos e gere valor para a sua rede. Marque a WePayOut para sabemos que esse tipo de texto faz sentido pra você.